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Macacos e espelhos: A Neurociência explica o poder da influência

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Macacos e espelhos: A Neurociência explica o poder da influência e a capacidade humana de influenciar e ser influenciado

A influência exercida conscientemente no comportamento de terceiros alheios a isso é desde sempre uma fantasia da psique humana que vem sendo retratada tanto no mundo lúdico quanto no real. Tal traço é compreendido quando analisado o período do desenvolvimento social gradual pelo qual nossa espécie passou ao longo de tantos milhares de anos, descendo das árvores em direção as primeiras cavernas e no fundo das mesmas o homem começou a perceber a importância e as vantagens de ver sua vontade imperar sobre a do outro.


Macacos e espelhos - French e Raven

Das conhecidas 6 formas de poder apontadas por French e Raven em 1959 (Legítimo, Coercitivo, Recompensatório, Referencial, de Conhecimento e de informação), o referencial, o poder de conhecimento e de informação são as bases para uma atuação suave e precisa, sendo o poder recompensatório um artifício estratégico e volátil que requer muito cuidado em seu uso quando preza-se a discrição. Diretamente ligado a sua imagem no psicológico do ouvinte, o poder referencial conecta seu carisma e suas habilidades interpessoais com seu poder de conhecimento, definido pelo seu saber sobre o determinado assunto e tema em questão, passando a segurança e entendimento necessário da situação e assistido pelo poder das informações exclusivas que possui.


Essas características não são exclusivas do ser humano. Chimpanzés deixados em segundo plano na hierarquia do bando e que não dispõe de privilégios diretos, são capazes de fazer alianças com indivíduos menos inteligentes porém mais fortes para usurpar o poder do líder e assim, sob o comando daquele que apoiou, desfrutar de regalias que não tinha sob o outro governo. Macacos Bonobo, de ambos os gêneros, utilizam da maneira mais natural possível o sexo como “moeda de troca”, permutando comidas, estabelecendo e firmando relações sociais e trocando favores. Orangotangos escondem guloseimas dadas às escondidas por seus tratadores e as comem secretamente para não as perderem para a matriarca do bando. Essa é, no entanto, a forma mais simples e natural e menos lapidada e polida de uma área muito mais profunda, um formato primitivo no qual força, dor e recompensa são tão imediatistas e simples que podem nublar a área entre intenções e instintos, não deixando clara intenção ou planejamento por parte dos indivíduos, o que melhora quando trazemos o estudo ao alvo humano.


Estudo sobre macacos, espelho o poder da influência

Já é de conhecimento em múltiplas áreas da neurociência o poder da influência do ser, sendo a capacidade humana de influenciar e ser influenciado tida como a base das relações interpessoais na nossa sociedade moderna. Diversos experimentos sociológicos e científicos já foram elaborados na área, o experimento de Sherif, o teste de conformidade de asch ou o mais recente estudo de Milgram são os mais famosos e, apesar da falibilidade inerente a todos os experimentos comportamentais, os resultados sempre apontam na mesma direção.


O que aprendemos com a pesquisa sobre macacos interagindo com espelho? - Transparência e responsabilidade

Seja por pressão social ou necessidade de reafirmação dentro do grupo a que pertence, as pessoas tendem a responder ou fazer aquilo que lhes é claramente Errado. Em vezes, porque esse é o comportamento do grupo ao qual pertencem e/ou almejam serem aceitos, também conhecido como comportamento de rebanho ou manada. Nas outras, pela atuação de uma figura que represente “Autoridade” perante o grupo, comportamento recorrente em regimes autoritários, onde soldados de baixo escalão são os responsáveis diretos, ainda que seus comandantes é quem tenham lhes ordenado aquilo. Em ambas, a transferência de responsabilidade é um dos pontos principais: No primeiro caso, a responsabilidade de todas as ações é do grupo, o indivíduo “apenas” o constitui; No segundo, o indivíduo está apenas seguindo ordens de um “superior” hierárquico, o qual deve ser o detentor da responsabilidade, sendo esta aquela em que soldados dos regimes totalitários se apegam nas suas atrocidades.


Porém engana-se quem encara a influência como algo ligada apenas aos atos hediondos. De Péricles, clamando aos atenienses que não deixasse que fosse em vão as mortes do primeiro ano da Guerra do Peloponeso, a Winston Churchill garantindo a não rendição inglesa após a conquista da França pelos nazistas, o poder de influenciar não só um mas milhões de terceiros é uma característica de líderes marcados a ferro na história e que, acima de uma característica inata, é algo desenvolvido e praticado.


O uso da identificação com o ouvinte é, geralmente, o dispositivo mais utilizado neste tipo de interação social, onde o orador se coloca em uma posição ou situação que o aproxima dos ouvintes seja com uma insinuação de origem humilde ou um enervado descontentamento com o que previamente já sabe ser um dos focos críticas do grupo à quem fala. Dentre os vários exemplos podemos trazer o foco para os populistas discursos políticos brasileiros, onde é de comum prática o acompanhamento e noticiamento de candidatos protagonizando cenas do mesmo cotidiano do trabalhador, como deslocar-se em transporte público, comer em padarias e tomar o famoso “Pingado”. Tais táticas de identificação são mais o que válidas, quando feitas da maneira certa, com uma postura e comportamento que sejam adequados à situação, caso contrário seu efeito pode ser inverso e devastador.


Macacos e espelhos - Influência com credibilidade

A identificação com alguém que, ao enfrentar uma situação corriqueira do seu dia a dia a tira de letra, com desenvoltura e maleabilidade é infinitamente maior que com a pessoa que, frente a mesma situação, a trata com aversão e ojeriza. É este então um exemplo concreto da identificação elevada a influênciabilidade humana, onde aquele que mais se aproxima e aproxima sua realidade à do ouvinte tem, instantaneamente, mais credibilidade.


Postura, o Timming, as palavras certas, a abordagem, o tom usado; tudo isso conta na hora de convencer alguém a algo, e o mais importante, sem transparecer esta intenção. É sem dúvidas um estudo constante do ambiente, do indivíduo e de si mesmo, suas ações e falas. O bom influenciador deve procurar guiar de maneira confortável e natural a situação para seu objetivo seja por meio de uma identificação com aqueles com quem conversa ou com a imposição, velada ou escrachada, de uma hierarquia ou vantagem que favoreça seu ponto.


Macacos e espelhos no mundo corporativo

O exercício de influência apresenta não só bases neurológicas como sociais e comportamentais e se faz uma arma necessária na luta corporativa atual, garantindo uma vantagem competitiva latente na hora de expor suas ideias e fazer-se ser ouvido. O bom influenciador conhece o ambiente e aqueles ao seu redor, sabendo como agir e o que fazer ou falar para uma melhor identificação com quem o ouve e a aceitação de sua visão de mundo como a mais coerente e certa.


Macacos, espelho: O que é Neurociência? (Referência Wikipedia)

Neurociência é o estudo científico do sistema nervoso. Tradicionalmente, a neurociência tem sido vista como um ramo da biologia. Entretanto, atualmente ela é uma ciência interdisciplinar que colabora com outros campos como a educação, química, ciência da computação, engenharia, antropologia, linguística, matemática, medicina e disciplinas afins, filosofia, física, comunicação e psicologia. O termo neurobiologia é usado alternadamente com o termo neurociência, embora o primeiro se refira especificamente à biologia do sistema nervoso, enquanto o último se refere à inteira ciência do sistema nervoso. https://pt.wikipedia.org/wiki/Neuroci%C3%AAncia

Pesquisa sobre macacos e espelhos: Vídeo EuroNews

A capacidade de reconhecer o próprio reflexo no espelho é uma característica essencial da inteligência.

Rodrigo Castro
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Macacos e espelhos: A Neurociência explica o poder da influência
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